O ar comprimido e a redução de custos analisados em seminário

A ACIB em parceria com a empresa Sá Miranda, Filhos, Lda, realizou no dia 22 de novembro, o seminário "Como Reduzir Custos Com o Ar Comprimido", informando  e prestando esclarecimentos às oito dezenas de participantes (gestores, técnicos e jovens empreendedores) sobre os procedimentos e aspetos a considerar na utilização do ar comprimido. Destacou-se a importância do ar comprimido nos processos, os perigos inerentes a uma utilização em condições negligentes, os custos associados e os sistemas idealizados para darem o mínimo de despesa e o máximo retorno possível.

Nesta sessão estiveram presentes Rosa Maria Peixoto, técnica do Departamento de Projetos Especiais da ACIB, João Miranda, consultor sénior da empresa  Sá Miranda, Agostinho Ferreira e Carlos Pérez, diretores técnicos da BOGE Compressores Ibérica e Ana Monteiro, consultora sénior e gestora de projetos da Q4E.

Rosa Maria Peixoto, transmitiu a elevada satisfação pela parceria estabelecida com a Sá Miranda,  que foi quem lançou o desafio à ACIB da realização deste seminário técnico. Na sua intervenção fez referência ao facto de depois da energia elétrica, da água e do gás, o ar comprimido ser o recurso mais utilizado  na maioria das empresas industriais e, como tal, deve ser merecedor de uma atenção especial, muitas vezes negligenciado. A este nível, alertou para o facto de "sistemas de ar comprimido mal dimensionados e com baixa eficiência energética poderem causar perdas de energia e prejuízos que se repercutem no custo do produto final, reduzindo a competitividade das empresas".

João Miranda iniciou a sua intervenção fazendo a apresentação da empresa que representa, a Sá Miranda, e da BOGE Ibérica cuja cooperação existe desde 1995. Fez um enquadramento da temática e enunciou as inúmeras vantagens que o ar comprimido representa:
  • matéria-prima abundante, acumulável e versátil;
  • energia limpa - as fugas na instalação não são contaminantes, tóxicas, inflamáveis ou radioativas;
  • energia segura - o ar comprimido é uma energia bastante segura quando utilizada com responsabilidade;
  • acessibilidade - energia acumulável e facilmente transportável de um lugar para outro através de tubagens;
  • versatilidade - inúmeras áreas de aplicação, desde a construção até à indústria.

Deu ainda a conhecer os tipos de compressores existentes no mercado, dando destaque ao funcionamento do compressor "parafuso" e o equipamento acessório. Terminou a intervenção fazendo alusão à importância do bom acondicionamento dos compressores referindo algumas boas práticas e mostrando alguns exemplos do que não se deve fazer numa sala de compressores.

Seguidamente interveio, Agostinho Ferreira, diretor técnico da Delegação Norte da BOGE Ibérica, que abordou a temática da eficiência energética e sua relação com o ar comprimido, referindo que o "ar comprimido é a energia mais dispendiosa". Por este motivo apresentou os principais fatores a ter em conta para aumentar a eficiência energética:
  • fugas na instalação de ar comprimido;
  • práticas diárias desadequadas;
  • gamas de pressão desadequadas à necessidade existente;
  • dimensionamento adequado às necessidades da empresa;
  • variador de frequência;
  • aproveitamento da energia térmica inerente à produção de ar.

Salientou que:
  • a eliminação das fugas existentes permitem gastar até menos 20% de ar comprimido;
  • que se deve reparar fugas periodicamente;
  • otimizar e verificar reguladores de pressão, filtros e secador;
  • substituir componentes dos equipamentos geradores de fugas.

Deu nota de que nas máquinas modernas é possível avaliar a percentagem de fugas existente (compressor a trabalhar com produção parada). Referiu ainda que, no que respeita às práticas desadequadas, as que originam despesas adicionais com o ar comprimido são sobretudo:
  • utilizações não apropriadas de ar comprimido (como exemplo, as limpezas que podem ser feitas com recurso a outros equipamentos);
  • a não realização da manutenção periódica dos equipamentos pneumáticos;
  • o não desligar o ar comprimido quando não está a ser necessário (intervalos, refeições, fim-de-semana e férias).


Neste seminário foram ainda apresentados, por Carlos Pérez, diretor técnico da BOGE Ibérica na Península Ibérica, dois casos reais de empresas que conseguiram obter bons resultados a nível de eficiência energética com equipamento BOGE. Apresentou, de forma concreta, direta e fundamentada as vantagens técnicas e os ganhos concretos de competitividade que as empresas conseguem técnica e financeiramente.

A última intervenção ficou a cargo de Ana Monteiro, consultora sénior e gestora de projetos da empresa Q4E que fez o "enquadramento da legislação aplicável" aos recipientes de ar comprimido (RAC) que se classificam em determinada classe de perigo consoante a energia potencial dos mesmos e o risco associado à instalação e funcionamento, tendo em conta a definição de diferentes graus de exigência para cada uma das instalações. Fez uma abordagem aos procedimentos legais relacionados com a autorização prévia de instalação, aprovação da instalação e autorização de funcionamento. Explicou que procedimentos estão inerentes  à  renovação da autorização de funcionamento e os pagamentos e taxas  correspondentes a cada RAC. Terminou a sua intervenção apresentando exemplos de bons trabalhos realizados em empresas da região.

No final existiu  um espaço de debate em que todos os participantes puderam esclarecer as suas dúvidas, expondo  casos concretos da realidade das empresas que representam.

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